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Elsa

em 11/01/13


Uma das coisas boas de ter crescido numa cidade pequena foi a possibilidade de passar a minha infância na rua, a brincar. A minha mãe diz que se benze quando pensa nisso, mas eu fui uma criança verdadeiramente feliz! É claro que a liberdade se resumia à minha rua e à rua da casa dos meus avós, onde existia um quiosque cuja montra era absolutamente fascinante, repleta de bloquinhos de folhas cheirosas e cadernetas de cromos de tudo o que se possam lembrar que fosse colorido. E o melhor era quando a Dona Elsa, proprietária do quiosque, que nos conhecia de gingeira, nos deixava folheá-los à vontade. Serve este intróito para explicar por que é que, para mim, Elsa é nome de senhora de meia-idade que, preferencialmente, use óculos e tenha cabelo escuro e curto. Estão a ver a cara da Velma, do Scooby-doo? Essa é a minha Elsa e, portanto, não é uma imagem propriamente contemporânea... 
Antes de ser nome próprio, Elsa era um diminutivo de Elizabete (ou Elisabeth), o que justifica a existência da versão Elza. Desta forma, o nome Elsa está ligado a Liliana, Lisa, Ilse, IsabelIsabela e Elisa, entre muitos outros e o seu significado varia entre "prometida a Deus", "promessa divina" e "o meu Deus é satisfação". Ao que parece, popularizou-se a partir da Ópera Lohengrin, de Richard Wagner mas hoje em dia é um nome que não se ouve com frequência em bebés, como atestam os sete registos de 2011. Considero-o um nome perfeitamente normal em mulheres com mais de 30 anos mas, para um bebé de 2013, as três variantes a negrito parecem-me mais indicadas. Curiosamente, é um dos nomes cuja popularidade subiu na Espanha, em 2011.
Em 2014, num ano de grande mediatismo de Elsa, por causa do filme de animação Fronzen, Elsa foi registado em 12 meninas portuguesas. 

Obrigada pela sugestão, Acmsp!

Carla - um dos nomes dos anos 70

em 21/11/12


Carla é uma das versões femininas do nome Carlos. Os autores divergem um pouco quanto ao seu significado: alguns defendem que, partindo do alto-alemão antigo Charal,  significa apenas "homem", enquanto outros acreditam que, a partir do também germânico hari, significa "forte" ou "guerreiro". Uma das suas variantes mais populares é Carlota, mas poucos se lembram de o associar a Carolina (através do latim Carolus). Em Portugal, são ainda aprovados Carol,  Carela Carlinda. 
Relativamente à sua popularidade, o SPIE diz que o nome Carla começou a ganhar destaque a partir de 1955. Dez anos mais tarde, já eram 284 e em 1969 ultrapassou largamente a fasquia dos mil registos. Mas, o seu ponto alto deu-se durante os anos 70, especialmente entre 1972 e 1977, onde se manteve acima dos quatro mil registos anuais. Hoje em dia, está em desuso (31 registos em 2011, 25 em  2014) ao contrário que se passa com as variações acima indicadas, Carolina e Carlota e com o seu anagrama, Clara
Nos dias que correm, dificilmente o recomendaria, não só porque está muito associado aos anos 70, mas também porque a sua sonoridade já não me parece apelativa, porque estamos mais na fase dos nomes terminados em -ara. No entanto, não acho que se trate de um nome feio e não reagiria com muito espanto perante uma bebé Carlinha.